terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Festa Gruta do Tigre em Rio do Oeste SC




Aclimedes Pisetta e Walmor Fanton (amigos eternos)


Aclimedes, Odenir Felizari, Walmor, Alvaro e Mario



Festa reinalguração Gruta do Tigre 29/06/2008

A Gruta do Tigre: Um pequeno mundo encantado
04 de Julho de 2008
A Gruta do Tigre é considerada uma das mais interessantes atrações turísticas do Alto Vale do Itajaí. Localizada em Rio do Oeste, esta maravilha da natureza, é formada por uma grande pedra de arenito, apoiada apenas em suas extremidades, preserva plantas nativas, já em extinção na mata atlântica e acolhe animais silvestres para adaptação ao seu habitat natural.
No domingo, dia 29 de junho, às 11h, a municipalidade de Rio do Oeste inaugurou a nova infra-estrutura da Gruta do Tigre, que passou a oferecer mais conforto e melhor atendimento aos visitantes.
Da programação constaram a bênção do local e completo serviço de bar e cozinha. Para maior participação do povo em geral foi servida uma macarrona ao custo de R$ 5,00 o prato.
A História...
Quem nos conta a história da Gruta do Tigre é o saudoso Eugênio Nardelli, com quem tudo começou. Começa no ano de 1939, quando Rio do Oeste era quase que totalmente coberta por matas virgens, alguns caçadores mais ousados encontraram a grande caverna da valada Ribeirão do Tigre. Segundo contam, na localidade existia uma onça, que os moradores chamavam de tigre. O acesso era quase impossível aos humanos.
Nesse ano chegaram a Rio do Oeste os primeiros padres da Consolata, vindos da Itália – Pe. Domingos Fiorina, Pe. Dionísio Peluso e Pe. Afonso Dorizan, que assumiram a paróquia que era dirigida pelos Salesianos de Rio do Sul.
O Pe. Domingo, vigário e promotor da construção da igreja matriz, fundou a Congregação Mariana, composta por jovens, com a finalidade de cultivar a devoção à Nossa Senhora e para colaborar na construção da nova igreja.
Na época, em que Eugênio Nardelli presidida a Congegação Mariana, Pe. Dionísio solicitou ao grupo de jovens, que abrissem uma picada dando acesso à gruta. Num domingo, munidos de foices e facões, com dificuldades chegaram ao local. Depararam-se com uma gruta, onde no teto existiam bastões de pedras de vários tamanhos e comprimentos. No chão, um pó muito fino e seco formado por milhões de anos, com espessura de aproximadamente 20 centímetros, tão leve que ao caminhar levanta poeira parecida com uma nuvem. Entre o pó ossadas, que uns diziam ser cemitério dos índios e outros que seriam ossos das vítimas dos tigres. Ninguém imaginava que no futuro poderiam ser valiosos e o local considerado sítio arqueológico.
Em 1940, por solicitação do Pe. Dionísio, marianos e moradores da região, fizeram uma limpeza para a celebração de uma missa na gruta.
Na época, Estevão Chiarelli morador no Morro do Café, prometeu por graça alcançada construir no topo do Morro Morumbi uma capelinha dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em terreno de sua propriedade e de Eugênio Floriani.
Ela foi construída com auxílio de todos da vizinhança, que carregaram nas costas tijolos e todo o material, por se tratar de um local de difícil e perigoso acesso, onde seria celebrada, anualmente, uma missa na festa de Nossa Senhora Aparecida. Em vista às dificuldades de acesso, a celebração passou a se realizar ao pé do morro.
Em 1964, quando prefeito, Eugênio Nardelli convidou três funcionários da Secretaria de Esporte e Turismo para conhecer o local. Eles ficaram encantados com a bela gruta e acharam que seria grande a possibilidade de incluí-la como ponto turístico estadual e encaminhar verbas.
Os técnicos da secretaria recomendaram ao prefeito Eugênio Nardelli: transformar a gruta em patrimônio municipal; não permitir o corte de verde que na natureza existia; impedir o desmatamento para evitar a extinção da água; e convidar técnicos para fazer o planejamento turístico.
O prefeito conseguiu junto ao proprietário do terreno, Tercílio Bridi, cinco mil metros quadrados e a cascata à prefeitura.
Os prefeitos que sucederam Eugênio Nardelli continuaram abrindo a estrada e adquirindo mais áreas para estacionamento e levaram energia elétrica. A missa de 12 de outubro também passou a ser rezada na Gruta do Tigre.
Com a freqüência maior dos romeiros, devotos de Nossa Senhora Aparecida e o aumento dos turistas a cada ano, sentiram a necessidade de abrir mais espaço e fazer uma escadaria de pedra na subida à gruta.
Quando vigário da paróquia, o Pe. José Radicci, aumentou o espaço conseguindo mais uma extensão de terra de Vitor Pisetta e construiu um galpão para festas.
Com o aumento da peregrinação e visita dos turistas, a municipalidade de Rio do Oeste, nesse ano, dotou o local de melhor infra-estrutura. Confira (fotos da inauguração)
Colaboração - Jornal O Rio Sulense

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